Espaço de crítica, análise e observações do cotidiano

Saturday, September 02, 2006

Tá cada vez mai dificil manter esta coisa atualizada.

Fazê oquê são os hossos do hospícios rsss.

Dá-lhe modão


NAVEGANTE DAS GERAIS (Zé Mulato / Cassiano)

Se me chamam de caipira
Fico até agradecido
Pois falando sertanejo
Eu posso ser confundido

Eu sou lobo solitário
Sou ave de arribação
Fui forjado nas campinas
Nos confins do meu sertão

Navegante das Gerais
No lombo de algum pagão
Eu só canto natureza
Coisas da minha nação

Minha honra ninguém tira
Quando me chamam caipira
Agradeço a distinção
Veja bem cidadão, pois é

Se me chamam de caipira...
Defendo nossas raízes
Por isso tenho brigado
Não escondo minha origem

Sou caipira liberado
Minha modinha é singela
Igual a flor do cerrado
Mas é sertão brasileiro

Tudo o que eu tenho cantado
Infelizmente o que vejo
É um bando de sertanejo
Com mania de importado

Eu falei, tá falado, pois é
Se me chamam de caipira...
Cacique falou e disse
Dei um dez e botei fé

Que nóis semo caipira
Isso num é pra quem é
Acredito no que vejo
Sou iguar a São Tomé

Enquanto nóis fô caipira
A cultura tá de pé
Negar isso é vaidade
Brasileiro de verdade

Se orgulha do que é
Toma aí, seu mané, pois é
Se me chamam de caipira...

Tuesday, August 29, 2006

Zé Buscapé é du Karai

Que saudade do tempo em que a minha única preocupação era saber qual seria o desenho animado do outro dia.

Monday, August 28, 2006

E mestre Tião


Pretinho Aleijado.

Com mil e oitocentos bois
Eu sai de rancharia
Na praça de Três Lagoas
Cheguei no morrer do dia

O sino de uma igrejinha
Numa estranha melodia
Anunciava tristemente
A hora da Ave Maria

Eu entrei igreja a dentro
Pra fazer minha oração
Assisti um ato triste
Que cortou meu coração

Um petrinho aleijado
Somente com uma das mãos
Puxava a corda do Sino
Cantando triste canção

Aaaai aai
Aquela alma feliz
Era um espelho a muita gente
Que tendo tudo no mundo

Da vida vive discrente
Meu negro coração
Tranformou-se derepente
Ao terminar minha prece

Era um homem diferente
Noutro dia com a boiada
saí de madrugadinha
Muitas léguas de distância

Esta noite se alivia
Um malvado desordeiro
Assaltou a igrejinha
E matou o aleijadinho

Pra roubar tudo o que tinha
Aaaaai aai
O sino de Três lagoas
Vivia silênciado

E eu com meu parabelo
andava atrás do malvado
Ví um povo assustado

Diz que o sino à meia -noite
Sozinho tinha tocado

Quando entrei na igrejinha
Uma voz pra mim falou:
Jogue fora esta arma
Não se torne um pecador

Tirar a vida de um Cristão
Compete a nosso Senhor
Conheci a voz do pretinho
O meu ódio se acabou

Aaaaai aaai